quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O coroa que peguei






Encontrei em outro site...
Rolou logo um insight!
Calhou de tal maneira,
que me deixou até cabreira...
Se eu não fizesse segredo,
teria ficado com medo,
de ter sido descoberta
Serei assim tão aberta?

Ele me avisou por e-mail
e também pelo correio,
que tem no Facebook.
Dei um jeito no meu look
prá receber o coroa...
Assim muito na boa,
molhada só de pensar
no que ali ia rolar.

E num dia muito frio,
ele chegou do Rio,
em Vancouver prá ficar.
Temia sozinho morar...
Dinheiro não faltava,
na grana ele nadava,
não me fiz de rogada
e assim, como quem não quer nada,
indaguei tudo que podia...

O cara era rico e vivia
pelo mundo a viajar.
Prá mulheres conquistar...
Era outro Casanova,
no site buscava trova...
Com bom papo ele entrava,
depois então viajava,
prá trepar depois ‘voar’.
Assim não ia dar!
Sua sorte lamentei,
mas como aqui já contei,
ésse negócio de trepar
é coisa prá mulher dar...
Mas não deixei me abater,
meu negócio é foder...
Coisa séria... Mais bem-feita
do que servir de punheta,
prá malandro e otário;
já chega o ‘seo’ vigário,
aqui da nossa matriz...
Eu escapei por um triz!


Mas no fundo o coroa
era mesmo gente boa.
Depois de quase um dia,
quando viu que eu não caia,
arrumou um bom argumento:
mostrou um pau de jumento!
E eu quase desmaiei!
Por pouco nele sentei
ali mesmo, na hora,
de primeira, sem demora.

Mas contei até três...
“Se eu aguentar ele fica freguês”...
E se ele soubesse foder,
ia ser de derreter...
Mudei todo o tratamento,
baixei todo o armamento...
Fiquei de quatro no ato,
virei dele sapato...
O coroa me comia
a hora que queria,
na frente, atrás,
até não poder mais...

Haja cu, haja buceta,
mais boquete e punheta,
prá aguentar a meteção.
O velho além do pau,
tinha um tesão sem igual:
dava três sem por a mão
e depois me enrabava...
Doloria eu ficava,
mas por certo eu gozava,
nem umazinha desperdiçava

Mas cu não é buceta
e não creio que haja treta
prá fechar o coitadinho
a não ser dar um tempinho...
Mas o coroa era voraz,
queria sempre mais...
E assim dia após dia,
ficava com o cu na bacia,
prá aguentar a fudelança...
Um dia botei na balança:
prá que tanto sofrimento?
Eu só queria um momento,
prá voltar pro meu normal,
mas o velho com seu pau,
aquela enorme caceta,
não se dava com punheta,
nem de ouvir dizer,
seu negócio era foder
todo mundo por prazer.

Um dia não me aguentei
então sincera falei...
Ele me olhava de lado,
cabisbaixo e calado,
mas assim mesmo me ouviu...
Por duas vezes tossiu,
depois levantou, deu um assovio,
disse: “Vou prá puta que me pariu”

Eu que não estava acostumada,
fiquei escandalizada,
com aquele palavrão...
Só falava coisa de sexo,
mas coisa assim sem nexo?
Foi demais não resisti!
Do velho me desiludi.
Às carreiras fiz suas malas,
chamei o velho às falas,
pus o cara porta a fora.

Hoje a tristeza devora
o meu cu... Minha boceta...
De saudade da caceta
de potência sem igual.
Aquilo sim era pau!
O coroa a promessa cumpriu:
foi prá puta que o pariu...
Hoje mora lá no Rio.

Nenhum comentário:

Postar um comentário