quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Sêmen






Sêmen...
De que material misterioso
É esse líquido precioso,
Que nos mata de prazer
Tanto sentir como ver.

Esfrego-o em minha face,
Sem pudor, sem disfarce.
Empenho-me em tirar,
Do macho comer, beber, chupar,
Esse licor que alucina,
Enlouquece e fascina.

Sêmen...
Quero em meu corpo esfregar-te,
Em troca quero entregar-te
Minha fonte de inspiração.
Com infinita afeição,
Inarrável estesia,
Faça dela moradia!

Vê-lo jorrar é assim,
É satisfação sem fim,
De dever cumprido,
Com vontade esculpido,
À cinzel fluido
Sob o maço da libido.


———————————————-

Auxílio Vocabular:

cinzel.  s.m. CARP CNT  - instrumento manual que tem numa extremidade uma lâmina de metal resistente muito aguçada em bisel, e que é usada para entalhar, esculpir, cortar ou gravar materiais duros (madeira, ferro, pedra etc.).

Maço. s.m. CARP CNT -  ferramenta na forma de um paralelepípedo, de madeira ou ferro, munida de cabo, como martelo, para bater em escopro, goiva, formão ou ferramenta similar para trabalhos de entalhe em madeira ou pedra.

Alucinação




                       Imagino-me no cimo de um falo edificial¹ — décuplo do Empire State Building...

Em dereísmo absoluto intento penetração e meu sexo expande-se em direção horizontal... Em proporções abissais.

Montanhas, picos e montes, cidades, países põem-se a adentrar-me...

E sigo, com a sina devoradora de minha cona ensandecida em sua gana voraz pelo Universo...

No infinito apequena-se à dimensão de um tatu-bola... Cai aos meus pés, rola falo abaixo e esborracha-se nos colhões que compõem os alicerces da monstruosa edificação. Divide-se em múltiplas mônadas que evoluem até formarem cabeças humanas destituídas de corpos, que rolam e rolam com bocas falofágicas² a castrar, com método de exército, os machos de cada espécie.

Ao final do exercício reúnem-se e em confusa aglutinação fundem-se a formar fêmea única, de dimensões descomunais, compatíveis ao inusitado falo, o único agora, remanescente da deglutição devastadora.

E ao abrir-se para o coito, à medida que o recebe, dissolve o imenso cacete em farinha láctea que leitifica³ com seu líquido vaginal, com o que alimenta os desvalidos da geração de “penises” comedores de bocetas (conáfagos).

Todos, agora, “despenisados...”

*********************
NOTAS:

¹ edificial. adj. – neologismo – com características ou aparência de edifício, de construção gigantesca.

²  falofágico. adj. – neologismo – aquele que se alimenta de pênis, falo.

³ leitificar. v. – neologismo – transformar em leite.

despenisar. v. neologismo – destituir de pênis.

Auxílio vocabular:

1 – dereísmo. - s.m. PSIQ criação de fantasias com pouca ou nenhuma relação com a realidade.

2 – mônada - s.f. BIO organismo ou unidade orgânica diminuta e muito simples, como um grão de pólen ou um protozoário flagelado.

ANGLICISMO: — penises. plural de pênis na língua inglesa. Recurso utilizado para imprimir destaque do plural que, na língua portuguesa, se mantém igual ao singular.

Concerto da Paixão



Pedi-lhe que viesse nu do banheiro...

Ao chegar encontrou-me da mesma forma.

Não o deixei se acomodar. Mantive-o em pé junto a cama e ajoelhei-me ao chão à sua frente.

Colei meus seios à lateral de suas coxas... Com intensa volúpia, mão teatralmente espalmada deslizei com suavidade cuidadosa sobre seu sexo.

Cuidei de elevar sua haste já em riste e ritualmente entreguei-me ao delicioso saboreio dos seus cheiros, mordisquei-lhe  zelosa da bela bolsa os recheios... Um de cada vez, demoradamente... afagadamente...

Sentia, com indescritível prazer, deslizar sobre minhas faces gotas liberadas em escancarado pedido de sorvência, prontamente atendido.
Tomei-as uma a uma em minha língua, busquei-as com os dedos à superfície da minha face.

Entreabriu ligeiramente as coxas e fez descer, à altura da minha boca, a glande inchada que não hesitei em tomar até cortar-me a respiração por completo. Ora abrigava-o todo em minha boca, ora retirava-o em parcial masturbação...

O líquido seminal vinha-me a boca em pequenas gotas... Por segundos fantasiei-as dos mais diversos sabores da paixão... Deliciosos...

Com carinho infinito deitei-me e fiz-lhe aproximar-se à penetração a espera de um jorro inaugural... Ela se deu pouco antes... Sobre de Venus o monte, escorreu para os lábios e daí para abertura que, alagada, parecia convulsionar-se... Em meio a abrires e fechares ele me adentrou com deslizar de sopa e foi direto ao fundo do meu eu...

Senti-me preenchida, dilatada com tão avantajado potentado... Em surda convulsão adentrei gozo a entrecortar minha respiração, impondo-me ruidoso arquejar sucedido por gemidos, uis, ahs, ugs, shhs... Empinei ao máximo meu corpo para a celebração maior.

Não foram precisos movimentos, fricções, atrições, cuícas e castanholas. Os gozos afinaram-se como violinos em solo uníssono.

Sempre com pausas regulares, de forma calma, deliciosamente calma, tocamos todos os ritmos.

Banhamos nossos corpos e os lençóis. Deliciosamente lambuzados nos lambemos, nos comemos, nos  devoramos, levantamo-nos com os pedaços dos nossos desejos espalhados aos cantos...

Em doce complacência os juntamos todos e demos início ao “gran finale”: ele com a batuta prontamente elevada para a função, eu com a partitura aberta com direito a coda...

Disse coda!

DA BUNDA AO PAU, TODO MUNDO FODE IGUAL




Com palavras bem certeira,
Onde canta o mangalho,
Se há coisa que não muda
No mundo é o velho caralho.
Em linguagem plena e culta,
Mas mesmo assim evitado,

Falar pênis é o indicado,

Pau, jeba e cacete é coisa de tarado.

Dizer buceta então...
É muito pior que vagina,
Mas a primeira é um tesão,
A segunda ninguém atina.

E do cu quando se fala,
Aí é coisa graúda.
Mas mulher que é tesuda,
Acha a coisa divertida.
Logo descobre atrevida (!)
Que a melhor coisa da vida
É por ali ser comida.

Não se faça de anormal,
Palavrão é coisa natural!
Pois conversa cultural
Só funciona no social.
Da bunda ao pau,
Todo mundo fode igual.

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Ih Golçalves Dias, me perdoa de novo, mas eu não fui a primeira...

Fálus poiésis * (Notas ao final)





Fálus poiésis*

Comme ci comme ça¹
Fez-se do nada, originou-se oniricamente...
Configurou-se ainda enervado.
As rugas e dobras, no entanto,
depunham enorme caber expansivo.

Comme ci comme ça de imaginar-se
onde se acravar maisquereria
Se em estringido adarve, alcanchal
às profundezas da linda orreta
ou em alfazar de grande voragem,
experiente e sempre alerta xandanga.

Comme ci comme ça outro cardo teria,
onde glossalgia não causaria,
antes groma até a fauce,
sob espiche seminal denso e bom.

Comme ci comme ça haveria dantes
de empertigar-se, no limiar da liça,
com o que se desenfolipar-se-ia²
dando lugar a anediado espeque,
tal-qualmente romã de gávea.

Comme ci comme ça, o ter
causaria folastria séria
a qualquer perra-mestra³,
que o acotiaria embeiçada.

* Poesia ao Falo - Só para me redimir quanto à crítica a quem escreve empolado.
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NOTAS:
¹ “Comme si comme ça”, expressão de origem francesa, se encontra praticamente em desuso naquela língua.
A expressão foi, entretanto, popularizada mundialmente com a gravação da BELÍSSIMA composição de Bruno Coquatrix com versão em inglês por John Witney e Alex Kramer, por FRANK SINATRA, em 1947 (ver http://www.ebay.com/itm/Sheet-Music-COMME-CI-COMME-CA-Frank-Sinatra-1947-/400113386762) e para ouví-la você pode entrar no YouTube (http://www.youtube.com/watch?v=z4mnVIi4XSM); ela se encontra a 01:44:36 de um vídeo (só músicas) com 10:04:16 (Você não leu errado! São mais de 10 horas de música num único vídeo — o canal BLULIGHT é fantástico).
Não confundir com a música do mesmo nome interpretada por Evridiki no concurso da Eurovision (semifinal) de 2007, assim como a FRENCH AFFAIR SEX Comme Ci Comme ça (versão francesa Coplin Copant),  por sinal muito sensual (até demais pro meu gosto), encontrável em http://www.youtube.com/watch?v=xypk6Gk5QzE .
No Inglês (e em geral) a expressão é tomada no sentido de “so-so”, que é o nosso “mais-ou-menos” ou “assim, assim”. No texto acima, entretanto, tomei uma das acepções francesas (são várias), que quer dizer “de uma forma ou de outra” (isso acontecerá). Também pode ser “de todo jeito” (isso acontecerá), é assim como “o que será, será...”, do Espanhol)...  Vocês já perceberam por onde vai a expressão, né?

Antes das demais notas do texto, segue-se, para quem quiser, a letra da música (em Inglês)... Tal como cantada por Frank Sinatra...

COMME CI, COMME ÇA
                        Frank Sinatra
I always say, comme ci comme ca,*
And go my way, comme ci comme ca,
Since you are gone, nothing excites me.
Since you are gone, no one delights me.
And I go on, comme ci comme ca,
Midnight till dawn, comme ci comme ca,
But should we meet, that would excite me,
And should you smile, that would delight me,
I'd live again to love again,
But until then, comme ci comme ca.

It seems my friends have been complaining
They say that I've been acting rude.
But I have never liked explaining,
Which may explain my attitude.
comme ci comme ca,
comme ci comme ca,
Since you are gone, nothing excites me.
Since you are gone, no one delights me.
hmm, hmm,
tira, rirum.
But should we meet, that would excite me,
And should you smile, that would delight me,
I'd live again to love again,
But until then, comme ci comme ca.

² Trata-se de antinomia não dicionarizada de “enfolipar”,  verbo que significa enrugar, formar papo. Assim desenfolipar seria desenrugar.

³ Simples formação por justaposição de “perra” e “mestra”, o que dá “cadela-mestra”.

Carta à Boceta






 Cara boceta,


Recebi sua reclamação
Que não dou faz um tempão...
Que se sentes isolada,
Até mesmo desprezada,
Como artista secundário...
Que em busca de salário.
Sem prestígio nacional.
Abre o show pro principal.

Não pude deixar de notar,
Isso é preciso falar,
Da bunda sua inveja.
Mas enquanto ela caleja
De tanto ficar sentada
E aguenta sujeira pesada,
Você fica protegida,
Como do rei a preferida...

Ora, desde que passei a usar
Também a bunda pra dar
Você entrou na maciota;
Pois o homem, que não é idiota,
Se poupa na sua mão,
Pra depois com devoção
Foder o cu com fervor!
— Sem sequer ligar prá dor
É bom prá quem dá e prá quem come,
Mas você, querida amiga, não vai morrer de fome.

Penso, em minha opinião,
Que isso não tem solução.
Você está sendo egoísta
Pois ainda é muito bem quista.

E quando me sinto carente
Quem é que eu busco frequente?
És minha amiga confidente,
ao te esfregar fico contente,
chego a gozar prá chuchu!
Acaso faço o mesmo no cu?

Assim doce companheira,
Pare de pensar asneira...
E fique na sua quietinha,
Pois ainda és minha bucetinha
E me deve obediência.
Tenha portanto paciência,
Eis que em consideração,
Te afirmo com convicção:
O cu é chamariz,
Mas você é a matriz!

Disso eu também gosto!




O saco que eu gosto...

Gosto de homem com saco
que, quando a gente fode de frente,
bate na bunda da gente...
É uma batida gostosa, um apanhar diferente...

Gosto de homem com saco
de bolas grandes e pesadas,
que enchem a boca da gente,
quando são chupadas...

Gosto de homem com saco
que carrega um caminhão,
isto é, porra de montão!
E na hora da gozada,
dá aquela esporrada,
na rabo,
na xana,
na boca,
na cara!

Gosto de com ambas as mãos sopesar as bolas...
Uma bola em cada mão...
Com bastante carinho, quando o cacete está mole...
É como cuidar de um bebê, indefeso, inocente...

Acho a anatomia do homem linda de morrer,
não é à toa que com homem
eu adore foder!

O coroa que peguei






Encontrei em outro site...
Rolou logo um insight!
Calhou de tal maneira,
que me deixou até cabreira...
Se eu não fizesse segredo,
teria ficado com medo,
de ter sido descoberta
Serei assim tão aberta?

Ele me avisou por e-mail
e também pelo correio,
que tem no Facebook.
Dei um jeito no meu look
prá receber o coroa...
Assim muito na boa,
molhada só de pensar
no que ali ia rolar.

E num dia muito frio,
ele chegou do Rio,
em Vancouver prá ficar.
Temia sozinho morar...
Dinheiro não faltava,
na grana ele nadava,
não me fiz de rogada
e assim, como quem não quer nada,
indaguei tudo que podia...

O cara era rico e vivia
pelo mundo a viajar.
Prá mulheres conquistar...
Era outro Casanova,
no site buscava trova...
Com bom papo ele entrava,
depois então viajava,
prá trepar depois ‘voar’.
Assim não ia dar!
Sua sorte lamentei,
mas como aqui já contei,
ésse negócio de trepar
é coisa prá mulher dar...
Mas não deixei me abater,
meu negócio é foder...
Coisa séria... Mais bem-feita
do que servir de punheta,
prá malandro e otário;
já chega o ‘seo’ vigário,
aqui da nossa matriz...
Eu escapei por um triz!


Mas no fundo o coroa
era mesmo gente boa.
Depois de quase um dia,
quando viu que eu não caia,
arrumou um bom argumento:
mostrou um pau de jumento!
E eu quase desmaiei!
Por pouco nele sentei
ali mesmo, na hora,
de primeira, sem demora.

Mas contei até três...
“Se eu aguentar ele fica freguês”...
E se ele soubesse foder,
ia ser de derreter...
Mudei todo o tratamento,
baixei todo o armamento...
Fiquei de quatro no ato,
virei dele sapato...
O coroa me comia
a hora que queria,
na frente, atrás,
até não poder mais...

Haja cu, haja buceta,
mais boquete e punheta,
prá aguentar a meteção.
O velho além do pau,
tinha um tesão sem igual:
dava três sem por a mão
e depois me enrabava...
Doloria eu ficava,
mas por certo eu gozava,
nem umazinha desperdiçava

Mas cu não é buceta
e não creio que haja treta
prá fechar o coitadinho
a não ser dar um tempinho...
Mas o coroa era voraz,
queria sempre mais...
E assim dia após dia,
ficava com o cu na bacia,
prá aguentar a fudelança...
Um dia botei na balança:
prá que tanto sofrimento?
Eu só queria um momento,
prá voltar pro meu normal,
mas o velho com seu pau,
aquela enorme caceta,
não se dava com punheta,
nem de ouvir dizer,
seu negócio era foder
todo mundo por prazer.

Um dia não me aguentei
então sincera falei...
Ele me olhava de lado,
cabisbaixo e calado,
mas assim mesmo me ouviu...
Por duas vezes tossiu,
depois levantou, deu um assovio,
disse: “Vou prá puta que me pariu”

Eu que não estava acostumada,
fiquei escandalizada,
com aquele palavrão...
Só falava coisa de sexo,
mas coisa assim sem nexo?
Foi demais não resisti!
Do velho me desiludi.
Às carreiras fiz suas malas,
chamei o velho às falas,
pus o cara porta a fora.

Hoje a tristeza devora
o meu cu... Minha boceta...
De saudade da caceta
de potência sem igual.
Aquilo sim era pau!
O coroa a promessa cumpriu:
foi prá puta que o pariu...
Hoje mora lá no Rio.

Nossa forma de amar





Ela é assim meia sem jeito,
acho que tem algum defeito,
já que só fazemos escondido...

Queria poder me mostrar,
pro mundo poder ensinar,
como foder pra valer...

Foda boa e na raça,
que de qualquer jeito a gente traça...
Sem ficar com charminho!

E se dar o cu é o que quero,
Não fico com lero-lero,
com medo que vai doer...

Me ponho logo a foder,
afinal, 'seo doutor'...
Sou mulher ou um programa de computador* ???

********************


* que fode a gente devagarinho, por etapas...

Te namoro




 
Como a lua presa à terra.
Eu te fodo...
E me prendo ao teu membro,
E como ela revolve as águas, cria as marés,
leva fluidos de um lado para o outro...
Faço o mesmo com os teus,
com meu corpo a lambuzar.

Te namoro...
Como a terra que prende a lua.
E te fodo...
Com meu cu te prendo eu.
E se a terra à lua se rende, transforma-o em poema
que, do contrário, seria mero asteroide no firmamento,
faço o mesmo de joelhos, de quatro ou de pé,
pois se a lua nem é planeta,
eu aqui tenho boceta, que muito mais que poesia,
sabe foder com maestria.

Te namoro...
Simplesmente porque me ensinaste a amá-lo...
mas sou ligada no seu falo...
Te namoro porque o amor, dizem, é poder...
Mas quero mesmo é foder

Te namoro...Te namoro...
és minha terra, minha lua...
meu firmamento,
és tudo nesse momento...
Já que te sinto aqui dentro.
Mas assim que gozares,
se no couro de novo não deres,
troco-lhe por outros homens,
ou mesmo por mulheres...

 

**************************
 

Descubra a casta poesia!...

Do que eu gosto







Gosto de homem gentil,

belo, culto, varonil.

Mas naquilo que se espera,

vou dizer, vou ser sincera.

Não gosto de garotões,

também não gostos de anões.

Homem tem que ser maduro,

não andar com o pau duro.

Só levantar quando interessa,

prá foder nunca ter pressa.



Não gosto de homem sarado,

mesmo se for educado.

Gosto de homem normal,

Da altura ao tamanho do pau.

E tem que ser carinhoso.

Não gosto de homem tinhoso,

pois aquele é teimoso,

deixa logo de ser gostoso,

pois só vale o que ele gosta,

nosso gosto vale bosta.



Tem que saber se vestir.

E também como despir,

o meu corpo escultural.

E achar sensacional

a chance de botar o pau

nesse corpo de mulher...

No buraco que quiser!

Saber valorizar

O que eu estou a dar...

Não trepar e se mandar!



Na hora do vamos ver,

nada de transar, trepar ou comer,

pois eu gosto é de FODER.

Tem uma grande diferença,

ao contrário de toda crença...

Na foda se presta atenção,

nas outras não se presta não.

A transa é na moleza.

A trepada é safadeza.

Comer, então, é brincadeira!

Mas a foda... A foda é verdadeira!



A foda começa com a mão.

Com a mais diligente atenção!

na mulher, onde era cabaço,

no homem com um punhetaço.

Mas não vale gozar...

A mão é só prá assanhar,

melar o que é preciso,

prá depois no improviso,

antes da dor no saco,

escolher da foda o buraco.



Se for grande e muito duro,

é muito mais seguro,

de primeira dar a boceta.

É que o homem que é porreta,

faz a coisa ficar preta,

se se der a tarraqueta

já na primeira mão.

Ele te mata de tesão,

fica com o pau sujo então,

tem que parar prá lavação!



Tomar no cu é tão gostoso

e pro homem tão delicioso,

que de início isso faz mal...

Pois de cara brocha o pau!

Na foda é bom variar,

mas na hora de gozar,

tem que ser posição

que jorre porra de montão.

Não vale gozo apertado,

que depois deixa arretado,

com tudo no pau entalado.



Tem que sentir a boceta,

da boa e dura caceta,

pelo menos duas gozadas...

Daquelas bem encharcadas,

Pra depois o pau menos duro

abrir caminho seguro,

no cuzinho apertadinho...

Se sabe de cor o caminho,

enfia primeiro um dedinho,

depois o seu vizinho...



Finalmente então,

o cu recebe a lança

e de piscar não se cansa...

É armadilha severa,

prende pra sempre a fera...

Não refiro ao cacete,

mas ao dono do porrete...

Quando o cu é bem dado,

o homem fica tarado.



E você que está a aprender,

eu sei que quer louco saber,

onde entra na moral,

o bom e gostoso sexo oral.

Ora, ele é grato acepipe,

quando falta apetite,

entre uma e outra foda.

E se isso não incomoda,

guarda-se a chupada então,

para a grande decisão.



Se o homem é bem forte,

com um tesão de morte,

faz-se um boquete de jeito,

prá acabar com o sujeito.

Antes porém de esporrar,

tem que a boceta chupar...

Fazer a mulher gozar,

se souber, fazer esguichar

toda porra da mulher,

que dá mais de uma colher.





Cumprida sua missão,

o homem merece então,

gozar onde bem quiser,

na boca ou cara da mulher.

Se o lugar for o primeiro,

tem que engolir por inteiro,

todo o suco do esporro

sem sequer pedir socorro.

Punhetar na boca vale,

faz parte do ‘gran finale’






















Findada a fudelança,

se foi boa a gente trança,

a próxima meteção...

Mas tem que prestar a atenção,

não vale prá na crescer na massa

sair a dizer de graça

que fudeu com fulano

ou então com o cicrano.

Foda boa é em segredo,

pois senão estraga o enredo!

Como e quando eu mandar






Não quero conhecer-te,
quero contigo transar sem ver-te,
imaginar tua pele arrepiada
e os mamilos te morder...

Não quero que faças nada,
eu farei tudo.
Irás apenas se mexer...
Como e quando eu mandar.

E quando teu sexo,
com carinho abocanhar,
quero que gozes gostoso,
Quero minha boca inundar.

É assim que me imagino
com você que aqui me lê.
Por ti me pus a escrever,
contigo quero foder.

Dia e Noite








Quando meu cu ele enche
De porra quente e macia
Me satisfaz por um dia

Mas quando chega a noite
O tesão vira um açoite
Sinto meu cu a piscar
Minha boceta a latejar

E quando o caralho aparece
Grande, forte, parrudo
Me abro de quatro e desando
A dar e continuo dando

Dando... Dando... Dando


Para f. um grande amor (Pra lembrar Vinicius - melhor ler o original antes...)




Para foder um grande amor, há de se por na cama uma única boceta; pois se houver muitas, poxa! é de colher... — não há mais concentração.

Para foder um grande amor, se mulher se for é preciso dar-se por inteira, se homem for há de ter um firme caralho pra foder. Há que se  penetrar cada buraco, onde a porra pode entrar, fazer a mulher gozar, gozar até esguichar — para foder um grande amor.

Para foder um grande amor, é preciso agir como um “velho amigo”, que dá aquela cantada e com a mão toda esticada, como quem não quer nada, faz punheta “sem querer”, no caralho ou na boceta. É preciso muitíssimo cuidado, com o zíper ou a calcinha, para o saco não pegar nem a xana esfolar — para foder um grande amor.

Para foder um grande amor, há que se trepar de verdade, com força e com vontade, como se fosse a primeira vez — para foder um grande amor. Pois quem trepa de qualquer jeito, acaba por pegar o defeito, e numa mais se acostuma a fazer foda direito.

Para foder um grande amor, comme il faut além de comer a boceta, fazer sexo oral, anal e boa masturbação — para foder um grande amor.

Para foder um grande amor, com jeito, não basta ter um pau perfeito, ou uma boceta apertada, é preciso, antes de mais nada, que não goze na entrada. É preciso resistir, sentir, sentir e sentir, então deixar o gozo vir, casando com o do parceiro.

É muito necessário ter cuidado antecipado, para trepar preservado, de doenças e gravidez, ser da farmácia freguês de camisinha e espermicida, não dar uma de suicida e trepar sem proteção. Nesse caso é melhor ficar mesmo só na mão.

Conta ponto saber fazer coisinhas: com a língua, com a mão, sempre prestando a atenção pra não perder o tesão. Quando o parceiro esfria, não há frieza que resista, a uma boa lambida e chupada. É o que há de melhor, pra se continuar a trepada, quer de verso ou de frente, sempre afirmo inteligente, que isso faz parte da foda e jamais me incomoda.

Para foder um grande amor é muito, muito importante foder junto, pois quem só fode separado, não fode é só masturbado, é já se dizia, acaba com pelo na mão — há que se sentir um caralho, uma boceta ou um cu, pra inibir a simulação, não se pode ficar só na mão, é preciso se ter aquela trepada sadia, que esgota e alucina, que mais do que tudo ilumina, o sorriso da menina, e os olhos do rapaz, que assim se satisfaz — para foder um grande amor.

É preciso saber tomar o sumo (mau bebedores não se arrisquem) que sai da mulher amada; se do homem se extraiu, não se deve nada perder, há-se de o sumo todo beber  — quem aqui se conter, não sabe de fato foder.

Mas tudo isso de nada adianta, se entre caralho, cu e buceta, coqueirinho e canguru-perneta, não houver, além de amor e paixão, aquele puta tesão — para foder um grande amor.

**********************
Vínicius que me perdoe, mas escrever um texto desse tamanho falando de qualquer coisa é fácil, queria ver falando só de sexo...
— amo aquele cara; deve estar fodendo com os anjos...

Poesia







Com minudência narrava cada movimento dos corpos

e apunha detalhes voluptuosos que se ocupavam
em salientar o que, na verdade, todos já sabiam.

Atinha-se às formas, tamanhos, compassos,
ritmos, umidades, oleosidades e outras
expressões fluídas, de maneira tratadista¹.

Delineava comportamentos e expunha
emoções com tal elatividade² que
supunha-se perfeição actancial.

Descrevia, pois, de forma inútil,
todas as emoções, sensações e
atributos de uma foda normal.

Mas era bela em sua concepção,
na sua forma de expressão.


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¹ Derivação não dicionarizada de “elativo”.
² Derivação não dicionarizada de “tratado”

PS: Para aqueles que me acham radical...

Vontade Insana



Minerva -Desenho com Aquarela por Auguste Rodin 1840 - 1917

               Reprimo em meu peito vontade insana, anseio soturno que ameaça explodir em ser uma mulher...

Uma outra mulher, diferente da que sou...

Se sou toda desejos, que vibra na ponta de um pau, abraça-o, beija-o, esfrega-o nos pequenos lábios, no clitóris, debaixo do braço, na nuca, escancara o ânus e vagina para recebê-lo, coloca-o à boca para sorver o esporro, tudo permeado da mais elevada lascívia, lubricidade, vontade ferrenha de sexo que retorce as entranhas e tira o fôlego, essa outra assim não seria...

A outra teria a capacidade de se sentar sobre duzentos caralhos, de homens machos, tesudos, guerreiros, e fodê-los todos sem único gemido de prazer...

De distender o corpo até que, completamente disforme, pudesse receber em seu ânus um caralho com um quilômetro de diâmetro, comprimento incomensurável e, assim, suspirar enfadada como uma puta na trigésima trepada da noite...

De abrir as pernas e, ao mais leve sorriso, transformar seus pentelhos em terríveis moreias que se apequenariam ante a abertura de sua vagina a formar monstruosa boca que, ao escancarar-se, engoliria o universo, o mastigaria e o cuspiria sob a forma de poeira cósmica orvalhada por um miasma indefinivelmente malévolo.

Ao mais leve toque das mãos eu poderia dos seios lançar ácido esverdeado de corrosão absoluta, que aniquilaria qualquer pretensão de chupá-los.

Com um punhal, abrir meu próprio ventre. Como a um pirulito, correr a língua por cada metro dos meus intestinos e, ao final, retirar meu coração e mastigá-lo, mascá-lo  como chiclete, formar com ele imensa bola de sangue soprada até alcançar tamanho indescritível e explodir, para reagrupar-se no chão... Célula por célula.

E ser capaz de tornar a ser a fodedora de duzentos caralhos e reiniciar o ciclo todo...

De novo...

De novo...

E de novo...