- Não era qualquer madame não!
- Propaganda inteligente (lembranças...)
Não era qualquer madame não!
Apareceu aqui na Zona
Chamada de “Doll Street”
Ou então em francês,
que bem menos sutil chama de “Rue de putains”.
Uns chamavam-no de “Satan Maiden”, outros de
“Jeune fille de Satan”
Mas as turmas lá da Lapa e também da Cinelância,
assim na boa lhe chamavam
“Madame Satã”,
outros menos atrevidos, com respeito lhe chamavam João Sant’Anna. . .
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Homenagem a João Francisco dos Santos Sant'Anna (1900-1976), transformista carioca que viveu no Rio de Janeiro e “era foda”.
Capoerista da pesada, jogava, com elástico, a navalha aberta a metro e meio de distância... Também a prendia no dedo do pé e girava com ela aberta... Quem chegava perto?
Contam que quando Madame Satã “se invocava com um pai d’égua”, puxava da navalha, encostava na garganta ou no “bilau” do coitado e dizia:
— “Hoje tu vai me comê até eu enjuá”...
E ai do coitado, se o pau não levantasse ou no meio arriasse!
. . . . . . . . . . . . .
Já pensaram se moda volta? Com essa turma mais ligada em celular e video game do que em cu e buceta?
"Tava feito o estrago!" — Diria meu velho!
. . . . . . .
Propaganda inteligente. . . (Lembranças...)
Não muito antigamente, tinha propaganda inteligente...
Tinha uma da Parmalat, em que um garoto explicava com graça infinita:
— A Vaca!... A Vaca é um bichinho quadradinho em forma de caixinha, cheia de leite...
Ou coisa parecida...
E vinha uma musiquinha...
No final, depois de virarem copos de leite, uma criança perguntava a outra:
— Tomou?
E foi nessa época que meu namorado pegou a mesma mania. E sempre, depois que me fodia, perguntava:
— Tomou?
E eu, em total alegria, sorridente, respondia:
— Tomei!... E Gostei!
É... Hoje em dia já não se faz leite como antigamente...
Nem se diga que eu mudei de gosto... Continuo fervorosa consumidora...
Tinha uma da Parmalat, em que um garoto explicava com graça infinita:
— A Vaca!... A Vaca é um bichinho quadradinho em forma de caixinha, cheia de leite...
Ou coisa parecida...
E vinha uma musiquinha...
No final, depois de virarem copos de leite, uma criança perguntava a outra:
— Tomou?
E foi nessa época que meu namorado pegou a mesma mania. E sempre, depois que me fodia, perguntava:
— Tomou?
E eu, em total alegria, sorridente, respondia:
— Tomei!... E Gostei!
É... Hoje em dia já não se faz leite como antigamente...
Nem se diga que eu mudei de gosto... Continuo fervorosa consumidora...
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