Não vejo loucura...
Tampouco
insensatez barata...
Em
escrever sem meias palavras...
As
coisas, assim na lata...
De
forma desbragada, sem lavra, sem deslavra...
Assumir
por todos os meios,
sem
falsos pudores ou receios,
do
sexo o que carregamos,
a
forma como nos entregamos...
Todos
nos fornicamos!
Buscamos
na fornicação
toda
a liberação...
Nos
entregamos e recebemos...
E
sempre queremos, bem sabemos,
uma
troca igual,
entrega
total...
Ao
limite extremo!
Sentir
o prazer supremo!
E
buscar mais...
Sempre
mais!
Não
vejo loucura...
Senão
em quem busca reprimir
sua
forma de exprimir...
Não
por que busca a beleza de belos versos,
mas
por pudores pueris e controversos...
Talvez
assim façam na realidade...
Sem
saber, prá valer, o que é foda de verdade...

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