quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Carta à Boceta






 Cara boceta,


Recebi sua reclamação
Que não dou faz um tempão...
Que se sentes isolada,
Até mesmo desprezada,
Como artista secundário...
Que em busca de salário.
Sem prestígio nacional.
Abre o show pro principal.

Não pude deixar de notar,
Isso é preciso falar,
Da bunda sua inveja.
Mas enquanto ela caleja
De tanto ficar sentada
E aguenta sujeira pesada,
Você fica protegida,
Como do rei a preferida...

Ora, desde que passei a usar
Também a bunda pra dar
Você entrou na maciota;
Pois o homem, que não é idiota,
Se poupa na sua mão,
Pra depois com devoção
Foder o cu com fervor!
— Sem sequer ligar prá dor
É bom prá quem dá e prá quem come,
Mas você, querida amiga, não vai morrer de fome.

Penso, em minha opinião,
Que isso não tem solução.
Você está sendo egoísta
Pois ainda é muito bem quista.

E quando me sinto carente
Quem é que eu busco frequente?
És minha amiga confidente,
ao te esfregar fico contente,
chego a gozar prá chuchu!
Acaso faço o mesmo no cu?

Assim doce companheira,
Pare de pensar asneira...
E fique na sua quietinha,
Pois ainda és minha bucetinha
E me deve obediência.
Tenha portanto paciência,
Eis que em consideração,
Te afirmo com convicção:
O cu é chamariz,
Mas você é a matriz!

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